Julgamento de médicos acusados de matar criança é adiado em Poços, MG

Médicos foram condenados por  retirada irregular
de órgãos de menino (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Médicos já condenados no caso

Três médicos que foram incluídos posteriormente como réus do Caso Pavesi, por terem participar da remoção de órgãos do menino, foram condenados em janeiro de 2014 a penas que variam de 14 a 18 anos de prisão em regime fechado por participação no caso. Eles não foram a júri popular.

Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes chegaram a ficar presos por 30 dias e ganharam na Justiça o direito de recorrer da sentença em liberdade. Já Sérgio Poli Gaspar ficou foragido por um mês e após se entregar passou apenas um dia preso. Ele também pode recorrer em liberdade. As condenações provocaram também a reabertura do inquérito referente à morte de Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, que foi diretor administrado do Hospital Santa Casa até o ano de 2002. Ele foi encontrado morto na época com um tiro na boca dentro do próprio carro.

Os réus do julgamento são quatro médicos: O nefrologista Álvaro Ianhez, o anestesiologista Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, o intensivista José Luiz Bonfitto e o neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva. Eles são acusados de retirar em 2000 os órgãos do garoto Paulo Pavesi, de dez anos, que caiu de uma área a dez metros do chão. O exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos. Os quatro negam qualquer irregularidade tanto nos exames quanto nos transplantes aos quais o garoto foi submetido.

O Caso Pavesi

O caso aconteceu em abril de 2000 e ganhou repercussão internacional. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que conforme apontaram as investigações, teria sido forjado.

Após receber uma conta hospitalar no valor de R$ 11.668,62, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, questionou as cobranças e deparou-se com dados que não condiziam com o que havia sido feito, inclusive com a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos, que oficialmente é custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)

A descoberta de um suposto esquema para a retirada ilegal de órgãos de pacientes em Poços de Caldas fez com que a Santa Casa da cidade fosse descredenciada para a realização de transplantes e remoção de órgãos no ano de 2002. A entidade que geria os trabalhos na cidade, MG Sul Transplantes, também foi extinta no município. Quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do menino Pavesi.

Na denúncia, consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como  “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.

Segundo o Ministério Público, a constatação da morte encefálica da criança foi feita de forma equivocada, o que levanta a suspeita de que o menino estivesse vivo no momento da retirada dos rins e das córneas. Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado.

Em 2010, a Justiça determinou que a equipe médica responsável pela cirurgia de retirada dos órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi fosse a júri popular, o que acontece nesta quinta-feira (31) no Fórum de Poços de Caldas.

Exposição em Varginha MG relembra história do rádio no Brasil

Exposição  tem 33 modelos de várias épocas (Foto: Carlos Cazelato / EPTV)

Aparelho mais antigo é de 1940; modelo dos anos 1960 parece um telefone.
Acervo com 33 peças faz parte da coleção de um radialista da cidade.

A Casa da Cultura de Varginha (MG) está com uma exposição que reconta a história do rádio no Brasil. Até o dia 6 de agosto, mais de 30 aparelhos típicos de décadas diferentes poderão ser conferidos pelo público.

O acervo em exposição pertence ao radialista José Galvão Conde, conhecido em Varginha por seus programas em uma emissora de rádio local. Ele pedia para que os moradores doassem seus rádios antigos, e assim conseguiu reunir a coleção.

O aparelho mais antigo do acervo é de 1940. Outros três modelos remontam à era de ouro do rádio, quando teatros eram lotados para a trasmissão de programas. Um dos aparelhos, lançado na década de 1960, parece um telefone. A peça mais nova é da década de 1990 e já vem com toca-fitas.

A primeira transmissão de rádio no Brasil foi feita em 7 de setembro de 1922, com discurso do então presidente Epitácio Pessoa, em homenagem ao centenário da independência. No entanto, o veículo começou a se popularizar apenas 14 anos depois, quando foi inaugurada a Sociedade Rádio Nacional, PRE-8.

Serviço
Exposição "A Era do Rádio"
Onde: Casa da Cultura de Varginha
Endereço: Praça Governador Benedito Valadares, 141 - Centro
Quando: de 22 de julho a 6 de agosto
Funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 18h

Entrada gratuita





Fonte:G1

Prefeito, vice e mais 7 vereadores são cassados em Campo Belo, MG

Prefeito de Campo Belo MG, Marco Túlio Miguel (PSDB) - Foto: reprodução/Eptv


Eles são acusados de crimes como abuso de poder e compra de votos.

O prefeito de Campo Belo (MG), Marco Túlio Miguel (PSDB); o vice-prefeito, Richard Miranda e mais sete vereadores, foram cassados por unanimidade nesta terça-feira (22) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O TRE também determinou a diplomação e posse dos segundos colocados aos cargos de prefeito e vice, Antônio Carlos Alvarenga (PPS) e Wilson Silva Couto (PTN).

Correção: Diferente do que foi informado antes pelo G1, a cassação foi decidida por unanimidade pelo TRE e não houve empate no julgamento. O que ocorreu é que houve uma divergência dos desembargadores em relação à diplomação dos segundos colocados, o que só foi decidido com o voto minerva do presidente do TRE. As informações são da assessoria de comunicação do tribunal. A informação foi corrigida nesta quarta-feira (23), às 14h12.

Os políticos são acusados de irregularidades que teriam sido cometidas nas eleições de 2012, como abuso de poder político, de autoridade e econômico, conduta vedada a agente público, uso promocional de serviço de caráter social e captação ilícita de votos. Ainda conforme a decisão, "o esquema, que teria contado com a ajuda de alguns servidores do município, teria consistido na prestação de serviços médicos em massa em favor de centenas de eleitores do município, através de indicações dos candidatos ao cargo de vereador".

No julgamento ocorrido nesta segunda-feira (21), houve divergência com relação a quando seria executada a diplomação dos segundos colocados. Através do voto minerva do presidente Geraldo Augusto Almeida, ficou decidido que ela será feita somente após a publicação da decisão de possíveis primeiros embargos. Na prática, isso signfica que a diplomação só irá acontecer após julgamento de recursos.

Os vereadores que também tiveram os cargos cassados são Valdelino Ananias de Castro (PSB), Silvânio Camilo (PSB), Walter Moreira (DEM), Maria Salime Lasmar (PSDB), Christian Giulliane Alves Silveira (PSDB), Paulo José Ferreira (DEM), Hélio Donizetti Mendes (PSB) e Célio Pereira de Souza (PPS).

Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Marco Túlio Miguel informou que irá recorrer. Os acusados terão 10 dias para recorrer depois que a decisão for publicada. O prefeito, o vice e os vereadores poderão continuar nos cargos enquanto o recurso é julgado. A decisão ainda não foi publicada pela Justiça.
 



Fonte:G1


Roubos aumentam 127% no primeiro semestre de 2014, diz PM de Alfenas

Foram registradas 216 ocorrências deste tipo contra 95 roubos em 2013.
Furtos e homicídios também aumentaram; tráfico de drogas caiu 20%.

Um levantamento feito pela Polícia Militar mostra que nos seis primeiros meses deste ano os roubos aumentaram mais de 120% em Alfenas (MG). No período, foram registrados 216 roubos contra 95 ocorrências entre janeiro e junho de 2013. Em seguida, houve crescimento no número de furtos em casas (quase 5%) e homicídios, com aumento de 20%.

Os dados mostram ainda que terça-feira é o dia da semana em que mais acontecem crimes na cidade, com uma média de 243 ocorrências.

Na maioria das vezes, os crimes são cometidos entre 13h e 19h. De acordo com o tenente da Polícia Militar João Eliseo de Souza Júnior, essa faixa de horário é quando há uma maior movimentação no comércio da cidade, mas a polícia ainda analisa os dados para entender porque o alto índice de crimes ocorridos na terça-feira.

Já as ocorrências de tráfico de drogas foram as únicas que diminuíram no período. Neste ano, foram registradas 176 ocorrências contra 233 no ano passado, o que representa uma diminuição de cerca de 24% no número de crimes deste tipo.
A PM disse ainda que tem intensificado a fiscalização nos locais com mais ocorrências de crimes e desenvolvido programas para diminuir os índices de criminalidade.

CRIMINALIDADE EM ALFENAS

CRIME 2013 2014 ÍNDICE
Furto 983 1029 + 4,68%
Roubo 95 216 + 127,37%
Homicídio 5 6 + 20%
Tráfico de drogas 233 176 - 24,46%
FONTE: POLÍCIA MILITAR



Fonte:G1

Municípios devem assumir iluminação pública a partir de janeiro

Prefeituras terão que assumir despesas relacionadas à iluminação pública (Foto: Reprodução EPTV)

Municípios do Sul de Minas se preparam para assumir mais uma despesa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a partir de janeiro de 2015 a iluminação pública passe a ser de responsabilidade das prefeituras. Os prefeitos esperam um prejuízo ainda maior nos gastos dos municípios e dizem que a luz pode ficar ainda mais cara para o consumidor no ano que vem.

Só em Alfenas, segundo a prefeitura, são 9,3 mil postes e em breve serão instalados mais 3,5 mil. "A contribuição de iluminação pública nossa gira em torno de R$ 2 milhões e quando a gente assumir esse serviço, a gente vai gastar mais de R$ 3 milhões. Já faltam recursos nos municípios, o repasse já diminuiu, então a gente tem que estudar como tem que ser feito", diz o vice-prefeito de Alfenas, Décio Paulino da Costa.

Conforme a determinação da Aneel, as prefeituras de todos os municípios do Brasil teriam que assumir a manutenção, os reparos e as melhorias da iluminação pública em 2012, mas a Associação Mineira dos Municípios entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e adiou o prazo para dezembro deste ano.

Segundo a Aneel, cada município ficará responsável em dar manutenção e em alguns casos, instalar os equipamentos. O poste e os cabos de alta tensão continuam sendo de responsabilidade da companhia de energia. O prefeito de Três Pontas, Paulo Luiz Rabelo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal de Varginha (MG) alegando que não pode atender a determinação da Aneel. Na cidade, são 6,7 mil postes e o sistema de iluminação irá custar R$ 120 mil por mês.

"A Aneel não é parte legítima para legislar. Quem faz isso no país é o Congresso Nacional. Por essa razão, nós achamos que é inconstitucional essa resolução. Nós não estamos hoje preparados para isso. Nós não temos caminhões, material humano necessário para isso", diz o prefeito de Três Pontas.

A Associação que reúne 21 municípios no Sul de Minas, a Ambasp, diz que os prefeitos vão tentar reverter a determinação na Justiça.

"Nós vamos até as últimas consequências com ações para não estar aceitando mais esse tipo de serviço. Oitenta porcento dos municípios mineiros não têm condições econômicas nem profissionais para prestar esse serviço para a comunidade com qualidade. O que se fala é que vai se passar um ativo. Se fosse isso realmente, nenhuma concessionária passaria isso livremente para os municípios. Nós entendemos que isso é um presente de grego", diz Reinaldo Vilela, presidente da Ambasp.

Segundo a Aneel, só Minas Gerais e São Paulo ainda não assumiram a iluminação pública. Ainda conforme o órgão, os dois estados tiveram um prazo maior que os outros para assumir o serviço.








Fonte: G1

Alfenas MG: UNIFAL onda de crimes tem sido frequente entorno do campus

Roubos e furtos entorno da Unifal têm sido frequentes segundo alunos (Foto: Reprodução EPTV)

Com medo da onda de furtos e roubos perto da Universidade Federal de Alfenas, estudantes do campus estão andando em grupos e usando um aplicativo de celular para indicar as ruas onde os crimes mais acontecem. Segundo os alunos, só no mês de junho foram cerca de 50 roubos e furtos na região.

A estudante Sarah Macedo Vaz teve o carro furtado na última semana. O crime aconteceu em uma rua próxima da universidade e em plena luz do dia. “Eu olhei pra vaga e notei que o meu carro não estava mais lá e entrei em desespero”, conta.

Indignados com a insegurança, os universitários estão usando o aplicativo “onde fui roubado”. Nele é possível marcar as ruas em que os crimes estão acontecendo. Os pontos vermelhos indicam locais onde algum estudante foi vítima de assalto. Todas as ruas estão ao redor da Unifal.

Para chamar a atenção da polícia, 645 estudantes pedem por mais segurança em uma página criada em uma rede social. “Esse não é um problema dos estudantes e sim da cidade toda. Vários moradores estão relatando as coisas que estão acontecendo e até parabenizando pelo movimento que é uma forma de chamar a atenção das autoridades também”, explica o criador da página Enzo Goussain.

No entanto, os números da Polícia Militar são diferentes. Segundo a corporação, foram cinco furtos a pessoas, três roubos, dois furtos de veículos e dois a repúblicas, um total de 11 ocorrências em junho.

O pró-reitor da Unifal, Tomás Dias Santana, disse que vai pedir mais segurança no entorno do campus. “Entendemos que aqui é um ponto de vulnerabilidade, porque as residências dos docentes e servidores ficam no entorno da universidade. Precisamos ter então ações efetivas dos órgãos competentes para que possamos combater esses pontos frágeis”, afirma.

A Polícia Militar orientou os estudantes a evitarem andar sozinhos e com materiais de valor e, sempre que forem vítimas de um crime, registrarem o boletim de ocorrência.








Fonte:g1